domingo, 23 de agosto de 2015

Robô testa suas habilidades em área florestal

Boston Dynamics também experimenta partes impressas com máquina 3D para tornar estruturas do robô Atlas mais resistentes e leves.

O robô de 1,88 metro de altura e 156 quilos é um androide experimental.
O robô de 1,88 metro de altura e 156 quilos é um
androide experimental.
O humanóide do Google, o robô Atlas, mostrou recentemente que está apto para andar em terrenos mais reais quando caminhou em uma floresta.
Desenvolvido pela Boston Dynamics, comprada pelo Google em 2013, o robô de 1,88 metro de altura e 156 quilos é um androide experimental cujo objetivo é ser aplicado em situações de resgate.
Originalmente ele foi projetado para conseguir andar através de terrenos irregulares e acidentados e, depois de vários testes e vídeos mostrando suas habilidades dentro de um laboratório, o Atlas foi levado para um ambiente externo.
Um vídeo do fundador da Boston Dynamics, Marc Raibert, apresentado no início deste mês para a conferência Fab 11 do MIT, mostra o Atlas caminhando por uma floresta e terrenos com vegetação rasteira.

Enquanto pesquisadores seguram o robô por meio de uma corrente, Raibert disse que a companhia tem trabalhado em uma versão onde ele não precisará deste apoio extra.
“Nós estamos fazendo um bom progresso para que ele tenha maior mobilidade”, disse Raibert no vídeo, acrescentando que seu objetivo é construir robôs que podem alcançar ou até mesmo superar a habilidade humana. A companhia também está experimentando partes impressas com máquina 3D, como válvulas para fluido hidráulico, assim como outras estruturas paras as pernas do robô que farão delas mais fortes e mais leves.
O robô foi a base de algumas plataformas usadas no desafio DARPA Robotics deste ano, inspirado pelo desastre nuclear de 2011 em Fukushima, no Japão.
A competição, que exige que robôs completem vários cenários que simulam catástrofes, foi ganhada pelo time do KoreaAdvancedInstituteof Science and Technology (KAIST).
Fonte: IDGNow

Florestas plantadas abrem caminho para a rentabilidade no campo

Indústrias do segmento de papel e celulose investem na plantação de florestas em áreas próprias.

A tendência é que o país seja uma das maiores referências em produtividade e manejo de florestas plantadas.
A tendência é que o país seja uma das maiores referências em
 produtividade e manejo de florestas plantadas.
O cultivo comercial de florestas está se transformando em uma das atividades mais lucrativas no campo. Isso porque o país já possui 7 milhões de hectares de florestas plantadas e, desse total, 1,8 milhão é cultivado pela indústria de papel e celulose, representando 81,2% das florestas plantadas. Além disso, dados do Ministério da Agricultura apontam que o cultivo comercial de florestas é responsável por movimentar cerca de R$ 50 bilhões ao ano e gerar 4,7 milhões de empregos diretos e indiretos.
Atualmente, as florestas plantadas são responsáveis por abastecer importantes cadeias produtivas da economia, como construção civil, geração de energia, produção de carvão, papel e celulose e movelaria. E por conta dessa forte demanda pela madeira, hoje, já temos casos de produtores rurais que estão substituindo o cultivo da cana-de-açúcar em áreas de encosta pelo plantio do eucalipto nos estados de Pernambuco e Alagoas. Isso porque, os custos do plantio da cana em áreas de declive são mais elevados e a substituição garante o aumento dos lucros dos produtores.
Quando avaliamos uma área de cultivo de eucalipto, os principais fatores que tornam a atividade rentável são: o valor pago pelo metro cúbico da madeira e o ciclo produtivo, pois entre cinco e sete anos o produtor já consegue fazer o primeiro manejo sustentável e a venda da madeira. E, como as árvores possuem três ciclos, ao mesmo tempo em que a madeira cortada é processada, novas desbrotas crescem em um prazo cada vez menor.
Por conta da grande demanda e da lucratividade, indústrias do segmento de papel e celulose investem na plantação de florestas em áreas próprias. Porém, o manejo geralmente é terceirizado a empreiteiros florestais, que são responsáveis por entrar com máquinas para fazer o corte e o desgalhamento das árvores para a posterior venda. Nesse ponto, temos duas formas de trabalho; nos terrenos grandes e planos, o equipamento mais indicado é o harvester, capaz de derrubar, descascar e processar as árvores. Já em áreas menores, de fomento ou íngremes, a melhor forma de realizar o corte e a desbrota é com o uso de uma motosserra.
No entanto, quando falamos em motosserras, alguns pontos merecem atenção, pois a indústria de equipamentos destinados ao manejo florestal trabalha constantemente para desenvolver ferramentas de trabalho que garantam a segurança dos operários. Por isso, além dos Equipamentos de Proteção Individual, os EPIs, a tecnologia e a ergonomia das novas motosserras resultam em máquinas com baixo peso e rápida resposta de aceleração, fatores igualmente importantes para a maior produtividade.
Ainda destacando as tecnologias para os médios e pequenos produtores, estão disponíveis no mercado pulverizadores para fazer o controle de pragas, atomizadores para a aplicação de insumos e calcário para a correção de solo, e roçadeiras próprias para a desbrota, o que minimiza o esforço físico no trabalho.
Como notamos, esse é um segmento que está muito bem estruturado no país, com geração de empregos, alta lucratividade na venda do eucalipto e desenvolvimento de tecnologias para todos os perfis de produtores, e é isso que faz com que as previsões para o futuro sejam as mais positivas possíveis. A própria Indústria Brasileira de Árvores já projeta investimentos de quase R$ 53 bilhões até 2020 para ampliar as áreas de florestas plantadas no Brasil. A tendência é que o país continue crescendo e seja uma das maiores referências em produtividade e manejo de florestas plantadas.
Fonte: Dinheiro Rural

Angela Merkel cobra que Brasil zere desmatamento na Amazônia até 2030

Em encontro com Dilma Rousseff, a chanceler alemã citou a importância da parceria e que vai se empenhar para acelerar acordos entre Mercosul e União Europeia.

Merkel e Rousseff no Palácio do Planalto (Foto: Reuters).
Merkel e Rousseff no Palácio do Planalto (Foto: Reuters).
A chanceler alemã, Angela Merkel, cobrou que o Governo brasileiro cumpra até o ano de 2030 a meta de zerar o desmatamento ilegal da Amazônia. Em visita oficial a Brasília, Merkel tratou do assunto em conversas com a presidenta Dilma Rousseff . Como resposta, ouviu que o Brasil caminha para essa redução e que nos últimos anos conseguiu diminuir em 83% o desmate ilegal. “Na década de 1990 fui ministra do meio ambiente e, naquele tempo, era impossível imaginar um desafio como esse. Mas hoje já é”, afirmou a chanceler.
A alemã chegou ao Brasil acompanhada de 12 ministros e vice-ministros. Foi uma visita-relâmpago, que durou menos de 24 horas. Na agenda, uma série de reuniões entre autoridades dos dois países para debater, entre outros assuntos, os compromissos a serem apresentados na Convenção sobre Mudanças Climáticas (COP-21) que ocorrerá em Paris, em dezembro. Na declaração conjunta à imprensa, Rousseff e Merkel reforçaram a intenção dos dois países de liderarem os processos voltados para a preservação ambiental e de redução da emissão de gases de efeito estufa.
Um dia antes da reunião entre as duas mandatárias, representantes dos dois ministérios do Meio Ambiente assinaram um acordo de cooperação para a conservação florestal e a regularização ambiental de imóveis rurais na Amazônia e no Cerrado brasileiro. O compromisso prevê que agricultores familiares dos Estados do Mato Grosso, Pará e Rondônia tenham suas terras regularizadas e recebam apoio financeiro para reverter o passivo ambiental das áreas que deveriam ser preservadas. A expectativa é que o Governo alemão invista até 183 milhões de reais nesses projetos por meio de financiamentos em parceria com o banco brasileiro Caixa.
Em sua declaração pós-encontro, a chanceler anunciou que seu país criará um fundo de 500 milhões de euros para financiar projetos ambientais pelo mundo e que os empresários de seu país têm o interesse em investir na área de energia renovável. Esse último ponto coincidiu com a fala da presidenta brasileira. Rousseff também convidou os alemães a participarem das concorrências públicas dentro de seu bilionário programa de investimento em logística.
A vinda de Merkel ao Brasil animou o Governo brasileiro, que viu o encontro como uma demonstração de apoio e confiança na economia local, que enfrenta uma grave crise, com o aumento do desemprego e queda de confiança do mercado global. “Neste cenário de incertezas na economia internacional, sabemos o quanto é importante essa parceria”, disse Rousseff. Nos últimos meses, ela se deparou com crises política e econômica que resultaram em ao menos 11 pedidos oficiais de impeachment no Congresso Nacional e de multitudinárias manifestações contra a sua gestão.
Fonte: El País Brasil

sábado, 22 de agosto de 2015

Associação de produtores é multada em R$ 14 mil por crime ambiental

Presidente teria desmatado área ilegal fora do manejo, diz sargento do BPA.

Representantes do Imac e do Batalhão realizaram fiscalização em ramal (Foto: BPA).
Representantes do Imac e do Batalhão realizaram
fiscalização em ramal (Foto: BPA).
Uma associação de produtores rurais do município do Bujari, a 22 km de Rio Branco, foi multada em R$14 mil por crime ambiental. A multa foi resultado de uma operação do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA) em parceria com o Instituto de Meio Ambiente (Imac) depois que moradores do Ramal do Cacau, localizado no km 80 da BR-364 sentido Sena Madureira, distante 145 km da capital, denunciaram o desmatamento ilegal no local. A operação teve 48 metros de madeira apreendidas.
Segundo o sargento do BPA, Wilis Costa, a associação está localizada na zona rural do município do Bujari. Ele disse que o presidente do local tem licença para desmatar uma área do Ramal do Cacau, mas que a área atualmente desmatada está localizada em outro ramal, que fica próximo do manejo licenciado.
“Moradores do Ramal do Cacau fizeram a denúncia. Lá dentro da área existe um manejo dessa associação, que é de várias locações assentadas e através de uma licença conseguiram desmatar uma parte do local. O manejo está licenciado, mas acontece que para entrar e sair da área precisa passar por outro ramal, que é o Ramal do Soldado, onde estava sendo desmatado ilegalmente. Eles abriram o local sem licença, derrubaram árvores e ainda construíram uma ponte no ramal do Cacau, o que era proibido, pois prejudica a navegação do Rio Antimary”, detalhou o sargento.
Ainda segundo Costa, o presidente da associação acompanhou a fiscalização dos agentes e reconheceu que o lugar desmatado não pertencia ao manejo. "Apreendemos muita madeira que já estava derrubada. O Imac levou todas as documentações para análise de tudo que foi feito. Não houve prisão, apenas a multa administrativa, mas que pode acarretar em uma ação criminal”, esclareceu.
A reportagem tentou entrar em contato com a associação, porém, foi informada que o lugar onde a instituição está localizada é de difícil acesso e não possui sinal de telefone.
Fonte: G1

Vegetação mantém qualidade da água e preserva solo

Governo investe na recuperação e preservação das matas ciliares.

Programa Nascentes tem o objetivo de restaurar 20 mil hectares de matas ciliares.
Programa Nascentes tem o objetivo de restaurar 20 mil hectares de
matas ciliares.
Todos sabem que a floresta tem relação direta com a produção de água. Mas um estudo desenvolvido pelo Instituto Florestal reforçou as afirmações sobre os benefícios de uma floresta para o meio ambiente. A presença de cobertura vegetal em bacias hidrográficas traz a regularização dos rios e a melhora na qualidade da água. Desta preocupação surgiu o Programa Nascentes, desenvolvido pelo Governo do Estado de São Paulo, que tem o objetivo de restaurar 20 mil hectares de matas ciliares.
A vegetação se enraíza, retém água na superfície do solo e alimenta gradualmente o lençol freático, assim, possibilita que um rio tenha vazão regular ao longo do ano, inclusive nos períodos de estiagem. Nas microbacias este escoamento é responsável por cerca de 80% de toda a água escoada no rio.
O efeito contrário acontece nas bacias sem a proteção florestal. A infiltração da água da chuva no solo é menor para alimentar os lençóis freáticos e o escoamento superficial torna-se intenso fazendo com que a água da chuva atinja rapidamente a calha do rio. O rápido escoamento provoca inundações. E nos períodos de estiagem o corpo de água tende a enfraquecer e pode até secar.
A floresta representa muitos outros benefícios para os sistemas hídricos. Contribui, por exemplo, para o equilíbrio térmico da água, reduzindo os extremos de temperatura e mantendo a oxigenação do meio aquático. A vegetação promove a absorção de nutrientes pelas árvores, arbustos e plantas herbáceas evitando a lixiviação excessiva dos sais minerais do solo para o rio.
Fonte: Governo de SP

Embrapa Florestas vai capacitar técnicos em ILPF na região sudeste

O programa, que já iniciou, terá continuidade a partir desta semana no interior de São Paulo

O programa de capacitação para técnicos em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta tem continuidade com as visitas, durante os meses de agosto e setembro, às futuras propriedades rurais onde serão implantadas Unidades de Referência Tecnológica (URTs).
A Fazenda Oriçanga, que fica em Mogi Mirim (SP), será a primeira propriedade a ser visitada para o planejamento de implantação de um dos sistemas de integração nesta sexta-feira, 21 de agosto.
Propriedade silvipastoril
Foto: Gisele Rosso
ropriedade silvipastoril
Foto: Gisele Rosso
O pesquisador Luiz Adriano Cordeiro e o analista Hélio Omote vão acompanhar esta etapa do programa, assim como o processo de implantação das unidades. Omote conta que é importante acompanhar e avaliar as atividades desenvolvidas pelo técnico em capacitação e apoiá-lo nas discussões para a tomada de decisões técnicas nas URTs.
A Embrapa também visita propriedades em Monte Alto (SP), no dia 24, e em Presidente Caiuá (SP), no dia 26 de agosto. Em setembro, o acompanhamento será em Campina Verde (MG), Olímpia (SP) e Caçapava (SP). O programa
A capacitação, iniciada em maio deste ano, é realizada em parceria pela Embrapa Pecuária Sudeste e Embrapa Cerrados. Serão capacitados nove técnicos de instituições parceiras: a Cooperativa Coopercitrus, a Cooperativa Cocamar e a Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ).
O objetivo é formar os profissionais destas instituições em sistemas de produção integrada por meio de módulos teóricos e atividades práticas de implantação de Unidades de Referência Tecnológica (URT). Com isso, pretende-se formar uma rede de multiplicadores de transferência de tecnologia com capacidade de ampliar a área de adoção de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) e Integração lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) na região Sudeste.
O processo de capacitação terá duração de três anos. Serão cinco módulos teóricos e os técnicos devem implementar uma URT de ILP ou ILPF para reproduzir modelos sustentáveis e diversificados, integrando atividades agrícolas, pecuárias e florestais, na mesma área.
Fonte: Embrapa Florestas

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Brasil e Alemanha assinam acordo para investimentos no setor socioambiental

Acordos garantirão projetos em unidades de conservação e na regularização ambiental de imóveis rurais, conforme a nova Lei Florestal.

Izabella (D): simetria entre biodiversidade e clima
O Brasil e a Alemanha firmaram, nesta quarta-feira (19/08), acordos de cooperação para a conservação florestal, e a regularização ambiental de imóveis rurais na Amazônia e em áreas de transição para o Cerrado. Ao todo, serão investidos mais de R$ 183 milhões (50 milhões de euros). Também foi assinado projeto entre os governos alemão e norueguês, para incrementar a cooperação técnica ao Fundo Amazônia.

As parcerias foram firmadas por autoridades brasileiras e dois países durante a abertura da Conferência Florestas, Clima e Biodiversidade, realizada em Brasília. Além da assinatura dos atos oficiais, o evento contou com a participação de especialistas para discutir temas como manejo sustentável, mudanças do clima e políticas para o combate ao desmatamento.

EFEITO ESTUFA
O objetivo é unir ações de conservação da biodiversidade com medidas capazes de frear as emissões de gases de efeito estufa, fenômeno natural que tem sido agravado por ações humanas e, com isso, gerado o aquecimento global. “É preciso haver uma relação mais simétrica entre biodiversidade e clima”, defendeu a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. “A biodiversidade está na base de tudo e precisa ser protagonista na agenda climática.”
As políticas desenvolvidas em território nacional e a importância dos recursos naturais presentes no Brasil colocam o País em posição de destaque no cenário internacional. O embaixador da Alemanha no Brasil, Dirk Brengelmann, ressaltou os resultados brasileiros na conservação ambiental. “A redução do desmatamento na Amazônia é resultado impressionante”, afirmou. “O Brasil se tornou um modelo mundial em ações ambientais.”
REGULARIZAÇÃO AMBIENTAL
O MMA, a Caixa Econômica Federal e o KfW, o Banco de Desenvolvimento alemão, assinaram o contrato de contribuição financeira queviabilizará o Projeto de Regularização Ambiental de Imóveis Rurais na Amazônia e em Áreas de Transição para o Cerrado. Com duração de quatro anos, a medida destinará mais de R$ 84 milhões (cerca de 23 milhões de euros) financiados pelo governo alemão para a cooperação.
A região contemplada é estratégica para o combate ao desmatamento e para a conservação da biodiversidade. O projeto apoiará o Cadastro Ambiental Rural (CAR) dos imóveis de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais de Rondônia, Mato Grosso e Pará. Além disso, também serão promovidas ações de recuperação dos passivos ambientais das áreas de preservação permanente e de reserva legal encontradas dentro desses terrenos.
Com a medida, será possível realizar a regularização ambiental dos imóveis rurais brasileiros conforme o novo Código Florestal. A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, destacou a importância da ação para o setor. “O objetivo é proteger o meio ambiente produzindo alimentos”, defendeu. “A inovação tecnológica é um meio de evitar o desmatamento.”
UNIDADES DE CONSERVAÇÃO
A cooperação entre o MMA, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e o Ministério Alemão para Cooperação e Desenvolvimento (BMZ), junto ao Banco Alemão de Desenvolvimento KfW, estabelece o Fundo de Transição Arpa para a Vida. Esse fundo constitui a terceira fase do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa). O programa foi estabelecido pelo Brasil em 2003 e corresponde, hoje, ao maior programa de conservação de florestas tropicais do mundo.
O projeto terá o aporte superior a R$ 116 milhões (cerca de 31,7 milhões de euros) por meio da cooperação financeira alemã para o Fundo de Transição. Esse Fundo é um mecanismo inovador com metas ambiciosas, como a de consolidar e segurar o financiamento sustentável de unidades de conservação em uma área igual ou superior a 60 milhões hectares, o que corresponde aproximadamente ao território da França.
FUNDO AMAZÔNIA
O cofinanciamento entre a Noruega, por meio da Agência Norueguesa para a Cooperação ao Desenvolvimento (Norad), e a Alemanha, representada pelo Ministério Alemão para Cooperação e Desenvolvimento (BMZ),
viabilizará o projeto de cooperação técnica “Apoio às Atividades de Fomento e de Concessão de Colaboração Financeira Não-Reembolsável no âmbito do Fundo Amazônia”.
O projeto terá mais de R$ 14,6 milhões (cerca de 4 milhões de euros) e o objetivo de melhorar os mecanismos do Fundo Amazônia, tornando-o cada vez mais eficaz no financiamento da proteção das florestas e do clima. O acordo representa a importante coordenação e harmonização entre os dois doadores.
Criado em 2008, o Fundo Amazônia surgiu com o objetivo de captar recursos para investimentos não-reembolsáveis em iniciativas de prevenção, monitoramento e combate ao desmatamento e de conservação e uso sustentável do bioma. Entre as áreas de atuação, estão projetos
como os de gestão de áreas protegidas, manejo florestal e redução de emissões de gases de efeito estufa.
Fonte: MMA