quinta-feira, 9 de julho de 2015

Cerca de R$ 400 mil são oferecidos por Prêmio Samuel Benchimol 2015

Inscrições podem ser feitas até 30 de agosto por interessados de toda a América Latina que tenham ideias ligadas à Amazônia.

Os Prêmios Professor Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente estão com inscrições abertas. Pessoas de toda a América Latina que tenham ideias empreendedoras com foco na Amazônia têm até dia 30 de agosto para se inscrever. O lançamento estadual do prêmio no Amapá acontece amanhã (9), no Auditório Marabaixo da Embrapa Amapá e é aberto ao público.
De acordo com o coordenador do prêmio, José Ferreira, podem concorrer com qualquer pessoa acima de 18 anos que tenha um projeto ou uma ideia de desenvolvimento na Amazônia. "Essa é uma forma de dar responsabilidade para as pessoas pensarem a Amazônia, não só o governo", disse. As inscrições devem ser feitas pelo site Prêmios da Amazônia.
Premiações buscam valorizar projetos em execução ou ideias com foco na inovação para a sustentabilidade.
Premiações buscam valorizar projetos em execução ou ideias com foco na inovação para a sustentabilidade.
As duas premiações buscam valorizar projetos em execução ou ideias com foco na inovação para a sustentabilidade da região amazônica. O Prêmio Professor Samuel Benchimol é dividido em três categorias: Projetos de Natureza Ambiental, Projetos de Natureza Econômico-Tecnológica e Projetos de Natureza Social. As categorias Personalidade Amazônica e Empresa na Amazônia não recebem prêmios em dinheiro. Os valores definidos para a premiação sujeitam-se à dedução de tributos.
O Prêmio Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente também se divide em três categorias: Empreendedorismo Consciente, Suporte ao Desenvolvimento Regional e Empresa na Amazônia. Esta é a premiação de maior valor em dinheiro para empreendedores: o total chega à cerca de R$ 400 mil, sendo R$ 65 mil para cada uma das seis ideias vencedoras. A entrega dos prêmios acontecerá em Porto Velho (RO) este ano, em uma cerimônia promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Rondônia.
Cerca de 400 pessoas se inscrevem por ano para participar dos prêmios. Com 15 agraciados anualmente, a premiação já incentivou 180 ideias em 12 edições. Uma delas, destacada por Ferreira, é o Pisa Pet. 
Incentivo
"Estamos vivendo um momento de ajuste econômico e pessimismo, o que requer de todos nós uma nova forma de pensar", afirmou Ferreira. Para o coordenador, o prêmio é uma forma de incentivar esse pensamento.
Segundo o gerente de sustentabilidade da Amazônia Cabo, Menderson Coelho, é 'uma vitória' ver o prêmio consolidado há mais de 10 anos. "As ideias que foram premiadas realmente mudaram a vida de quem a teve. Quando encontramos os vencedores, eles falam que realmente a premiação veio em uma hora boa", comentou.
A crise econômica brasileira também é uma preocupação de Coelho, que assim como o coordenador acredita que o prêmio incentiva a mudança. "Nessa edição podemos esperar algo interessante já que estamos batendo na tecla de que o Brasil está em crise, mas a ideia empreendedora não. Acreditamos que esse prêmio vai dar uma outra visão para esse momento", afirmou.
Este ano a homenagem é aos 25 anos da Fundação Grupo Boticário e o centenário da presença Salesiana no estado do Amazonas.
Prêmios
Os Prêmios Professor Samuel Benchimol e Banco da Amazônia de Empreendedorismo Consciente são instituídos pelo Ministério do Des envolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Banco da Amazônia, com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Amazonas (SECTI/AM), Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam) e do Sebrae. Esta iniciativa também recebe o apoio da Embrapa e dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Integração Nacional (MI).
Sobre Samuel Benchimol
Pesquisador que nasceu em Manaus (AM) em 13 de julho de 1923, Samuel Benchimol dedicou-se a pesquisas na área de formação econômica da Amazônia, com destaque para o período do ciclo da borracha. Também discorreu sobre os pólos de crescimento, a Zona Franca de Manaus, a política florestal e as estratégias de integração.
Foi escritor (109 trabalhos publicados, membro da Academia Amazonense de Letras), acadêmico (Professor Emérito da Universidade do Amazonas, onde lecionou por mais de 50 anos), pesquisador (catedrático da disciplina “Introdução à Amazônia”), líder comunitário (presidente do Comitê Israelita do Amazonas) e empresário (co-fundador do grupo Bemol-Fogás). Morreu em 2002.
Fonte:  Portal Amazônia

Mato Grosso do Sul já tem condições de ter 5 milhões de hectares com florestas plantadas

Para Moacir Reis, presidente da Reflore – MS, é preciso que o mercado necessite desta área, além de um planejamento de longo prazo

A área plantada com florestas em Mato Grosso do Sul pode chegar até 5 milhões de hectares, caso haja necessidade e mercado. O raciocínio do presidente da Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas (Reflore – MS), Moacir Reis, é um indício do próximo planejamento estratégico que será feito para o setor florestal, no sentido de aumentar a área plantada com eucalipto.
Moacir Reis, presidente da Reflore - MS
Moacir Reis, presidente da Reflore - MS
Este ano, a Reflore – MS estará completando 10 anos no dia 6 de dezembro. De acordo com Moacir Reis, o próximo planejamento estratégico terá validade para os próximos dez anos. A meta da Reflore – MS, que era de chagar a um milhão de hectares com florestas plantadas em 2020, será atingida em 2018. Os dois anos de antecedência fortalecem a vocação do Estado para a economia verde, principalmente depois do anúncio da Eldorado e da Fibria de duplicarem o parque industrial para a produção de celulose em Três lagoas, além da instalação da fábrica de MDF em Água Clara.
Quanto a terceira fábrica de celulose no município de Ribas do Rio Pardo, Moacir Reis diz apenas que será instalada, mas é impossível estabelecer uma data. “As empresas estão chegando, outras virão e o setor vai crescer. Há dez anos, o eucalipto era voltado para a fabricação de carvão vegetal e hoje é para a celulose. Daqui a um tempo, terá outros fins, com destaque para a produção de energia. O Estado vai gerar energia com o cavaco de eucalipto. Ao todo, são cinco projetos fora a geração de energia pela Fibria e Eldorado”, destaca Reis.
O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, tem externado o fato de o Estado ter 10 milhões de hectares de áreas degradadas que poderiam ser utilizadas pelo setor florestal. Entretanto, Moacir Reis explica que a apesar da disposição de terras apropriadas para o plantio de florestas, serão as necessidades e o mercado que definirão o quanto será aumentado em termos de área plantada com florestas plantadas. “Caso o mercado necessite, poderemos ter uma área de 5 milhões de hectares com florestas plantadas. Isso precisa de planejamento e, pelo o que dispomos hoje, chegaríamos a esta área em 2040”, explica Reis.
Em setembro, a Reflore – MS voltará suas ações para a área de educação ambiental com os dez municípios da costa leste do Estado. A ação se dará por meio do plantio de árvores. Outro foco de ação será o de intensificação às campanhas de combate aos incêndios florestais. Na avaliação de Moacir Reis, a preocupação socioambiental do setor florestal do Estado será enfatizada pela Reflore – MS, para que o desenvolvimento da indústria de base florestal não esbarre em detalhes que possam travar investimentos.
Fonte: Painel Florestal - Elias Luz

terça-feira, 7 de julho de 2015

VANTAGENS DO CADASTRO AMBIENTAL RURAL - CAR

Por ser um importante instrumento para a regularização ambiental do imóvel rural, o CAR apresenta uma série de vantagens tanto para o produtor rural quanto para a gestão ambiental.
 A melhor opção para a realização do seu CAR no Nordeste 

Em relação ao produtor rural, o CAR apresenta como vantagens: 


I. a simplificação do processo de regularização ambiental do imóvel rural, por ser um instrumento mais prático do que o sistema cartorial adotado até 2012; 

II. a comprovação da regularidade ambiental, demonstrando o compromisso do produtor com o cumprimento de suas obrigações ambientais; 

III. a segurança jurídica do produtor, ao se estabelecerem prazos para recuperar os passivos ambientais das áreas de APP, AUR e RL do imóvel; 

IV. a suspensão de multas e outras sanções penais, em função do compromisso assumido na recuperação das áreas protegidas por meio da adesão ao PRA e assinatura do Termo de Compromisso. Enquanto o termo estiver sendo cumprido, o proprietário ou possuidor não poderá ser autuado por infrações cometidas antes de 22 de julho de 2008, relativas à supressão irregular de vegetação em APP, AUR e RL. (art. 12 e 13, Decreto nº 7.830/2012); 

V. o acesso ao crédito agrícola, com a possibilidade de obtenção de financiamento agrícola com taxas de juros menores para atender iniciativas de preservação voluntária, bem como obtenção de limites e prazos maiores de pagamentos e contratar seguro agrícola em melhores condições; 

VI. o apoio do Poder Público por meio de ações de Assistência Técnica e Extensão Rural, Produção e Distribuição de Sementes e Mudas, e Educação Ambiental; 

VII. a possibilidade de conquista de certificações de produtos agrícolas ou florestais, garantindo maior competitividade de mercado, por assegurar o uso econômico de modo sustentável dos recursos naturais do imóvel rural; 

VIII. a possibilidade de regularização das APP, AUR e RL em áreas de uso antrópico consolidado até 22 de julho de 2008, sendo que, para a RL, é permitido a recuperação progressiva e escalonada, a ser concluída em até 20 anos, em no mínimo 1/10 da RL a cada 2 anos, a partir de 2014, mediante o PRA; 

IX. a possibilidade de comercialização de Cotas de Reserva Ambiental (CRA) pelo proprietário ou possuidor do imóvel rural que mantiver a RL conservada em área superior aos percentuais exigidos no Código Florestal. 


Já para a gestão ambiental, seja em nível federal, estadual ou municipal, o CAR traz como vantagem principal os serviços ambientais, que podem ser classificados da seguinte forma: 


I. serviços de Provisão (produtos obtidos dos ecossistemas): alimentos, água doce, fibras, produtos químicos, madeira. 

II. serviços de Regulação (benefícios obtidos da regulação de processos ecossistêmicos): controle do clima, polinização, controle de doenças e pragas. 

III. serviços Culturais (benefícios intangíveis obtidos dos ecossistemas): religiosos, culturais, sociais, patrimoniais, paisagístico. 

IV. serviços de Suporte (serviços necessários para a produção de todos os outros serviços ecossistêmicos): ciclagem de nutrientes, formação do solo, produção primária.


Além disso, o CAR também trás outras vantagens, tais como: 


I. a possibilidade de conhecer a situação atual dos recursos naturais presentes em cada propriedade rural, propondo formas de recomposição, quando necessário, promovendo, assim, a conservação e proteção da biodiversidade; 

II. o planejamento do imóvel rural, haja visto que, possibilita a definição coerente do local das áreas de produção, APP, AUR e RL, dando subsídio ao planejamento da paisagem e à formação de corredores florestais no conjunto de imóveis rurais; 

III. a facilidade em monitorar áreas protegidas por lei, identificando as mudanças de uso e cobertura do solo, distinguindo atividades ilegais e legais, por meio da análise de imagens de satélites de diferentes épocas; 

IV. a identificação do proprietário ou ocupante da terra; 

V. o controle e monitoramento do desmatamento com menor custo das operações de campo e maior eficácia na responsabilização administrativa e criminal; 

VI. o controle das atividades de baixo impacto ambiental em áreas protegidas dentro do imóvel rural; 

VII. o fornecimento de uma base de dados útil para a configuração de políticas públicas ambientais, e até mesmo para os processos de licenciamento ambiental. 

Vale ressaltar que o CAR é uma etapa inicial da regularização ambiental do imóvel rural, o que confere segurança jurídica ao detentor do imóvel rural. Contudo, após esse cadastro, todos os dados informados serão conferidos pelo órgão ambiental competente e, havendo comprovação de passivos ambientais, o proprietário poderá aderir ao PRA. A Regularização Ambiental e o preenchimento de informações pertinentes à essa etapa no CAR.

Fonte: Grupo Moreira Engenharia 

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Reflorestamento monitorado no conforto do lar

Iniciativa faz parte de um conjunto de ações em prol da transparência do setor ambiental.

A Secretaria estadual do Ambiente lançou um portal e um banco de dados que permitem acompanhar as ações de reflorestamento no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações em prol da transparência do setor ambiental.
Reflorestamento poderá ser monitorado através de site.
Reflorestamento poderá ser monitorado através de site.
O Portal de Restauração Florestal mapeia as áreas que estão recebendo mudas. Dentro do portal está disponível o Banco Público de Áreas para Restauração (Banpar), mecanismo que faz a ponte entre produtores rurais que têm áreas disponíveis para restauração florestal e empreendedores que precisam de áreas para replantar e assim as compensações ambientais previstas para obter o licenciamento ambiental. Os custos do plantio e da manutenção são do empreendedor.
De acordo com o blog do portal de restauração florestal, quase 2 mil hectares de áreas disponível para restauração dentro de propriedades rurais já foram cadastrados no banco de dados. O cadastro voluntário é feito pela internet e é de graça.
A cerimônia de lançamento do portal aconteceu no auditório da Firjan, no Centro do Rio de Janeiro. “Hoje, em primeiro lugar, nós estamos atendendo uma demanda do movimento ambiental ao dar transparência aos compromissos ambientais das empresas. Vamos juntar a fome com a vontade de comer. Nós temos pequenos produtores que estão fazendo o cadastramento rural e muitos que não têm recursos para recuperar a sua APP (Área de Preservação Permanente), o topo de morro. Com esse banco nós vamos ligar o empreendedor, que fez o licenciamento e tem obrigação de restaurar, mas possui dificuldade em descobrir onde estão essas áreas, com o produtor, que tem dificuldade financeira”, afirmou André Corrêa, secretario de ambiente do Rio.
Fonte: O Eco

Padrão Brasileiro de Certificação de Florestas Plantadas FSC é tema de curso da Sysflor

O curso será no Harbor Hotel Batel, em Curitiba, nos dias 14, 15 e 16 deste mês

A Sysflor Certificações Florestais realizará, nos dias 14, 15 e 16 deste mês, em Curitiba, o curso sobre Padrão Brasileiro de Certificação de Florestas Plantadas FSC. O curso será realizado no Harbor Hotel Batel e tem como objetivo interpretar os princípios e critérios FSC para manejo florestal, com público alvo voltado para empresas e profissionais do setor florestal, industrial madeireiro, além da área comercial.
Entre os temas a serem abordados, destacam-se a introdução ao tema certificação de manejo florestal, interpretação dos princípios e critérios do FSC®, que serão resumidos em: verificação de legalidade do manejo; demonstração de direitos de uso e posse da terra a longo prazo; respeito aos direitos de comunidades tradicionais e de povos indígenas; avaliação dos impactos sociais e respeito aos direitos da comunidade; utilização equitativa e partilhada de benefícios; estratégias de redução do impacto ambiental das atividades do manejo; plano de manejo e monitoramento das atividades; programas de identificação de áreas de alto valor de conservação, além do manejo de plantações florestais e certificação em grupo.
Serviço:
Para se inscrever no curso sobre Padrão Brasileiro de Certificação de Florestas Plantadas FSC, basta entrar em contato pelo número (41) 3344-5061 ou enviar as dúvidas para o e-mail sysflor@sysflor.com.br
Os participantes que quiserem ficar hospedados no Harbor Hotel Batel devem fazer suas reservas, com desconto, pelo número (41) 3523-5800.
Fonte: Painel Florestal 

domingo, 5 de julho de 2015

Criado sistema computacional para seleção de plantas

Ele é capaz de analisar imagens de mudas de plantas ornamentais e classificá-las de acordo com seu nível de qualidade.

Criado para a classificação de mudas de violeta, mas podendo ser adaptado a outras variedades vegetais, o sistema foi desenvolvido pela empresa MVisia, com apoio da FAPESP por meio do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE).
Permite classificar mudas de acordo com potencial de crescimento.
Permite classificar mudas de acordo com potencial de crescimento.
“A partir das fotos das mudas, nosso sistema identifica um conjunto de parâmetros que possibilita classificá-las, com até 80% de acerto”, disse o engenheiro Luiz Lamardo Silva, sócio fundador da MVisia, empresa atualmente incubada no Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia (Cietec), no campus da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo Silva, esse percentual de acerto é bastante superior ao da seleção um tanto intuitiva feita por seres humanos. “Desenvolvemos o sistema para uma empresa de médio porte do município de Holambra, em São Paulo. Como é regra no setor, a seleção de mudas nessa empresa era feita manualmente por funcionárias. Mas, por ser uma atividade extremamente repetitiva, a acuidade da seleção diminuía muito depois de uma ou duas horas de trabalho, dando margem a numerosos erros de classificação”, disse.
Devido a esses erros, várias mudas eram colocadas no lote inadequado, que não correspondia ao seu potencial de crescimento. Como as plantas devem passar por diversas estufas e ser submetidas a diferentes procedimentos ao longo de seu ciclo de crescimento, as mudas mal classificadas não recebiam o tratamento adequado, resultando daí a perda de qualidade do produto final.
“Além disso, os erros humanos acarretavam também o subaproveitamento do espaço, porque, se determinada planta não alcança a condição necessária para ocupar seu lugar em uma estufa, a área que lhe era destinada fica desocupada. E o custo dessa área não é irrelevante, uma vez que agrega gastos com irrigação, regulação térmica e outros”, acrescentou Silva.
Critérios de classificação
A imprecisão dos critérios de classificação, a repetitividade da tarefa e o desconforto do trabalho, que precisa ser realizado no interior das estufas, gera alta rotatividade de mão de obra no segmento. E este era mais um problema enfrentado pela empresa cliente. Daí a necessidade de um sistema capaz de uniformizar e otimizar o processo seletivo.
“O produtor ficou bastante satisfeito com o resultado alcançado. A taxa de acerto de 80% foi um salto de qualidade em seu sistema operacional”, disse Silva.
Para alcançar esse patamar, os engenheiros usaram como referência um conjunto de 300 mudas, classificadas por um especialista em quatro subconjuntos de 75 unidades: A, B, C, D.
Cada muda foi fotografada duas vezes, e, das 600 imagens resultantes, técnicas computacionais permitiram extrair 26 parâmetros. Uma filtragem para a remoção de atributos irrelevantes ou redundantes reduziu o número de parâmetros para 11. E, com base neles, foi construído o software final.
“O dispositivo prático consiste em uma esteira rolante, sobre a qual as mudas são dispostas manualmente. Ao passarem sob uma câmera fotográfica, suas imagens são colhidas, e, em seguida, decodificadas pelo software”, disse Silva.
“Adiante, instalamos em sequência, ao longo da esteira, quatro bicos ejetores de ar, um para cada classe: A, B, C, D. Quando a muda passa diante do ejetor correspondente à sua classificação, o ar é acionado, a empurra para fora da esteira e a lança em um receptáculo. Depois, cada lote é conduzido manualmente para a estufa apropriada”, detalhou.
A pesquisa mostrou que é viável realizar a classificação de mudas por meio de técnicas de visão computacional e inteligência artificial. E a comparação de diferentes técnicas permitiu encontrar e combinar aquelas mais adequadas para a tarefa. Os engenheiros estão trabalhando, agora, na adaptação do sistema para a seleção de mudas de eucalipto.
O Brasil é o maior produtor mundial, tendo fabricado, em 2014, quase 16,5 milhões de toneladas de celulose, segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores, instituição que representa 60 empresas e 9 entidades estaduais do setor.
“O segmento é muito forte em termos econômicos. E, para atendê-lo, já temos o software. Basta resolver alguns problemas mecânicos relativos à parte operacional”, disse Silva.
Fonte: Farol Comunitário

Mato Grosso do Sul se tornará grande produtor de energia via biomassa

Para Marcio Funchal, da Consufor, o aumento da área plantada aliada à crise energética torna-se um indício para mais uma aplicação das florestas de eucalipto

Marcio Funchal em palestra durante a feira Três Lagoas Florestal
Foto: Flávia Guedes
Marcio Funchal em palestra durante a feira Três Lagoas Florestal
Foto: Flávia Guedes
O Brasil tem hoje entre 78% e 89% de sua energia elétrica produzida por meio de fontes renováveis. No mundo, a média é de 20%. A Europa pretende chegar a 60 % somente em 2020. Atualmente, 85% da energia que movimenta o mundo são de origem fóssil, e 80% dessa energia tem seu uso concentrado em cerca de 10 países. Esse contexto foca a difusão da utilização de biomassa como opção estratégica e social para o planejamento Energético do país.
A atividade industrial já vem trabalhando com a biomassa desde os anos 70. No entanto, para o desenvolvimento dos recursos de biomassa com a vasta agricultura, ainda caminha lento. Países de primeiro mundo buscam alternativas para combustível (etanol) em milho, beterraba e outros diversos produtos. Em nosso país, no entanto, é outra realidade. Desta forma, o diretor de Consultoria da Consufor, Márcio Funchal, ressalta o crescimento da área plantada com eucalipto acima da média no Mato Grosso do Sul, pelo efeito da Fibria e Eldorado.
Sendo o Brasil um dos principais produtores agrícolas do mundo, o potencial nacional para a biomassa se torna muito grande. “Somente a produção de briquetes, que substituem a lenha, cresce 4,4% ao ano, com expectativa de crescimento de 8 %. Atualmente se produz 1,2 milhões de toneladas do material ao ano, sendo 272 mil toneladas provenientes de resíduos agrícolas, e as 930 mil toneladas restantes, advindas da madeira”, explicou Funchal.
A produção de toras cresce, em média, de 8% ao ano, enquanto que a média mundial é 2% ano. Para que se tenha uma ideia desse crescimento, no Brasil - em um ano – a produção aumentou uma vez e meia com as florestas. As projeções de aumento, em Mato Grosso do Sul, devido às ampliações das fábricas de celulose em Três Lagoas, mais a expectativa de uma terceira fábrica em Ribas do Rio Pardo, e a construção de uma indústria de MDF em Água Clara, estimam que, de 890 mil hectares de floresta, essa produção chegue a 1 milhão de hectares até 2017.
Neste aspecto, o desenvolvimento mundial da geração de energia verde por meio da industrialização cresceu, em seis anos, cerca de 60%. No Brasil não é diferente. O desenvolvimento da celulose é vertiginoso e o país é vitrine, principalmente o Estado de Mato Grosso do Sul, por meio das fábricas Fibria e Eldorado, que nos últimos meses anunciaram suas ampliações e, por conseqüência, irão aumentar sua quantidade de energia por queima de biomassa.
Funchal ressalta que hoje o Brasil é vitrine para investimentos no setor florestal, que vai passar a contribuir com o crescimento das usinas de energia elétrica por meio de biomassa. Assim, o mercado de geração de energia tem elevado potencial de crescimento e precisa ser estudado para oportunizar maior competitividade industrial e menor preço para o consumidor comum.
“Os preços de energia elétrica são praticamente o dobro do histórico recente, mas para conseguir maior produção é preciso sinergia com uma política nacional de resíduos sólidos (logística reversa). Há vários modelos de operação, cada um adaptado para as condições do negócio: localização; raio de operação e características da logística; perfil do mercado fornecedor (concorrentes), perfil do mercado consumidor (clientes); escala dos empreendimentos envolvidos; demanda regional de biomassa e market-share; disponibilidade e custo de capital”, disse.
Fonte: Painel Florestal - Sarah Minini